Enquanto deitada
Percebo meus cabelos crescerem feito raízes
Caírem feito folhas opacas no cubículo anunciação
Uma trilha, um caminho, vestígios que vão contando
Por onde aquilo passa, aquilo para, talvez seja saída
Desconhecimento nadam ao redor da cama-navio assombrado
onde repouso meu corpo sempre exausto
Como todas as palavras podem ter faces e lados bonitos
E tantos outros sombrios, esfomeados de sentidos
Rasgando a garganta da Língua para desfazer discursos
Adentro a noite com sapatos de areia
O que eu sei sobre ele que ainda não vi
Sinto sua presença vontade perfumando a atmosfera
Como se em qualquer dia desses ele viesse amanhecer em meus dias
Ânsias
Ânsia de respostas, de perguntas, de acesso, de entendimentos
De finais e inícios que se confundem
Como todas as palavras podem ter faces e lados bonitos
E tantos outros sombrios, esfomeados de sentidos
Rasgando a garganta da Língua para desfazer discursos
Adentro a noite com sapatos de areia
O que eu sei sobre ele que ainda não vi
Sinto sua presença vontade perfumando a atmosfera
Como se em qualquer dia desses ele viesse amanhecer em meus dias
Ânsias
Ânsia de respostas, de perguntas, de acesso, de entendimentos
De finais e inícios que se confundem
Rasgo a realidade dos sentidos
Caem sobre mim fantasias alucinadas e fugitivas
Sedentas, suaves, aproximando o que há do que será/seria
Quero dizer que acredito
Verdadeiramente só duvido e me confundo
Diante de tudo, sou só eu e o que escolher para acreditar
ou desvio de tudo e me lanço dentro da grande paz
ou da grande fome
que me parte a vida
Cabeças de seres que não consigo distinguir perturbam meu entre sono
Lembranças?
Me salvo da maldição do sono eterno
Não há príncipe, princípio do precipício, particípio imperfeito
borrando meus desenhos infantis som lágrimas
de alguém que nunca vi
Me falem sobre amor
Que eu contarei a história de mim
e os quatro cantos da terra
onde somente eu pude habitar
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