Inertes estão meus sonhos indeterminados
nesta rotação de pensamentos alucinantes
Se não me queres em tua vida
Saias também do meu pensamento
Agora, já, sem demora!
Abra aquela porta que tu fechaste ao entrar na minha história
Esqueça chaves
O coração se fecha sem precisar de portas nem janelas, frestas e fendas
Sigo chorando
Lágrimas que engraxaram teus sapatos
Amiúde esmiucei maneiras de explicar, explicitar
Ações impensadas destroem mundos que construímos com sorrisos
Não tive a chance de olhar nos teus olhos, de pegar nas tuas mãos
de pedir perdão em cada veia do meu olhar que se aprofundava feito rotas de uma estrada
Porque eu era o ser de mais idade, maior responsabilidade
Ter arremessado palavras facas em tua direção sem paciência
sem contar dia da semana ou feriado
Causou a mim ferida mortal e sofrer muito mais que tu era a medida, o resultado
a consequência sem sequência.
Serendipity
Serendipidade é teu estar no mundo, teu desenho de existir
Não por acaso, nada por acaso, a caso a surpresa do amor que conheceu e cresceu no teu
ser imenso, novidade na mente e no corpo, descoberta de si foi crescimentos de desejos
que iam e viam numa interconexão de alta frequência
Entrelaçado na dança que a lembrança do perfume na jaqueta lembravas a ti
te acordava, te adormecia, brandia verdades inaudíveis
Angélicas visões te embalavam no vagar das horas com timbre, nuances e formas imprecisas
no presente de um futuro idealizado em conjunto, conjuntura de emoções
Aumenta aquela música, dança sorrindo querendo chorar
"Answer: love myself"
Tudo foi, era, e ainda é forte para tua cabeça à girar
girando sem parar em loops como solta no ar
O que não te deixas ser, sair e sonhar é o peso da culpa que carregas
e cada vez enche-se mais a consciência confusa, difusa
Devir.
"Amanhã serei outro, depois e depois, sempre outro"
Mirando-se no espelho vês o mesmo olhar, o rosto que segue envelhecendo aos poucos,
cansando do cansaço, aço, que percorres numa geografia reconhecida
"Quero amar, ser no total de mim que eu nem sei até onde isso vai"
Labirintos.
Silêncios.
E seguimos fingindo desconhecer quem somos.
Alice atravessa o espelho e muda o tempo!
Como retirar a minha marca de parabatai?
Um dia reconhecerás tua liberdade, surpreendido por um insight
Embora pareceu instantes, estava maturando para se apresentar
Abismos.
Então esbarro novamente na tua presença esfumaçada
Peço incessantemente: se queres partir, vá.
Preciso desesperadamente terminar o texto divisor de águas, ventos, terra, mundos para mim
Onde nos agradecimentos teu nome aparece ainda agora In memoriam
Se Amor reconhece reciprocidade, Amizade reconhece saudade
Paradoxo um existir sem o outro, entretanto coexistindo na humanidade
lança constantemente questões ao universo, ecoando solidões incompreendidas
Medo. Orgulho. Incertezas.
Qual estado permitiria a memória arqueológica, astronômica,
como pó de estrelas de apagar seu rastro?
nesta rotação de pensamentos alucinantes
Se não me queres em tua vida
Saias também do meu pensamento
Agora, já, sem demora!
Abra aquela porta que tu fechaste ao entrar na minha história
Esqueça chaves
O coração se fecha sem precisar de portas nem janelas, frestas e fendas
Sigo chorando
Lágrimas que engraxaram teus sapatos
Amiúde esmiucei maneiras de explicar, explicitar
Ações impensadas destroem mundos que construímos com sorrisos
Não tive a chance de olhar nos teus olhos, de pegar nas tuas mãos
de pedir perdão em cada veia do meu olhar que se aprofundava feito rotas de uma estrada
Porque eu era o ser de mais idade, maior responsabilidade
Ter arremessado palavras facas em tua direção sem paciência
sem contar dia da semana ou feriado
Causou a mim ferida mortal e sofrer muito mais que tu era a medida, o resultado
a consequência sem sequência.
Serendipity
Serendipidade é teu estar no mundo, teu desenho de existir
Não por acaso, nada por acaso, a caso a surpresa do amor que conheceu e cresceu no teu
ser imenso, novidade na mente e no corpo, descoberta de si foi crescimentos de desejos
que iam e viam numa interconexão de alta frequência
Entrelaçado na dança que a lembrança do perfume na jaqueta lembravas a ti
te acordava, te adormecia, brandia verdades inaudíveis
Angélicas visões te embalavam no vagar das horas com timbre, nuances e formas imprecisas
no presente de um futuro idealizado em conjunto, conjuntura de emoções
Aumenta aquela música, dança sorrindo querendo chorar
"Answer: love myself"
Tudo foi, era, e ainda é forte para tua cabeça à girar
girando sem parar em loops como solta no ar
O que não te deixas ser, sair e sonhar é o peso da culpa que carregas
e cada vez enche-se mais a consciência confusa, difusa
Devir.
"Amanhã serei outro, depois e depois, sempre outro"
Mirando-se no espelho vês o mesmo olhar, o rosto que segue envelhecendo aos poucos,
cansando do cansaço, aço, que percorres numa geografia reconhecida
"Quero amar, ser no total de mim que eu nem sei até onde isso vai"
Labirintos.
Silêncios.
E seguimos fingindo desconhecer quem somos.
Alice atravessa o espelho e muda o tempo!
Como retirar a minha marca de parabatai?
Um dia reconhecerás tua liberdade, surpreendido por um insight
Embora pareceu instantes, estava maturando para se apresentar
Abismos.
Então esbarro novamente na tua presença esfumaçada
Peço incessantemente: se queres partir, vá.
Preciso desesperadamente terminar o texto divisor de águas, ventos, terra, mundos para mim
Onde nos agradecimentos teu nome aparece ainda agora In memoriam
Se Amor reconhece reciprocidade, Amizade reconhece saudade
Paradoxo um existir sem o outro, entretanto coexistindo na humanidade
lança constantemente questões ao universo, ecoando solidões incompreendidas
Medo. Orgulho. Incertezas.
Qual estado permitiria a memória arqueológica, astronômica,
como pó de estrelas de apagar seu rastro?
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