Meu corpo está fechado. Ainda magoado.
Meu desejo está encolhido num canto
esperando ser chamado devagar, colocado no colo,
e brandamente ser acordado.
Minha boca treme pelas palavras inauditas,
minha língua amarga e entorpecida por aquela dor já quase esquecida.
Finge que você é apaixonado por mim
Que eu sou sua menina, preciosa e tão linda,
que você quer cuidar, quer acariciar como se fosse feita de algodão,
de nuvem, e me abraça forte e de manso, para eu não sumir feito bruma.
Me olha como se eu fosse a única pessoa que você queria ver naquele momento
O único lugar aonde você gostaria de estar.
E me desperta novamente, mansamente.
Me toca de leve, finge que o infinito é aqui
e meu corpo é o teu reino, teu lugar secreto, teu esconderijo.
Me olha como você olha o mar e mergulha em mim.
Faz de conta que eu sou tua imensidão,
tua coragem, o lugar onde você pode tirar as máscaras, se desnudar.
Sê frágil no meu peito, deixa tuas lágrimas correrem
sobre o meu corpo como chuva, como gota de orvalho na madrugada da tua vida que está amanhecendo para a novidade.
E talvez assim, calmos e entregues, meu corpo floresça novamente
Tua cabeça estrela principal de uma galáxia.
O cosmos se refaz em mim.
Meu desejo está encolhido num canto
esperando ser chamado devagar, colocado no colo,
e brandamente ser acordado.
Minha boca treme pelas palavras inauditas,
minha língua amarga e entorpecida por aquela dor já quase esquecida.
Finge que você é apaixonado por mim
Que eu sou sua menina, preciosa e tão linda,
que você quer cuidar, quer acariciar como se fosse feita de algodão,
de nuvem, e me abraça forte e de manso, para eu não sumir feito bruma.
Me olha como se eu fosse a única pessoa que você queria ver naquele momento
O único lugar aonde você gostaria de estar.
E me desperta novamente, mansamente.
Me toca de leve, finge que o infinito é aqui
e meu corpo é o teu reino, teu lugar secreto, teu esconderijo.
Me olha como você olha o mar e mergulha em mim.
Faz de conta que eu sou tua imensidão,
tua coragem, o lugar onde você pode tirar as máscaras, se desnudar.
Sê frágil no meu peito, deixa tuas lágrimas correrem
sobre o meu corpo como chuva, como gota de orvalho na madrugada da tua vida que está amanhecendo para a novidade.
E talvez assim, calmos e entregues, meu corpo floresça novamente
Tua cabeça estrela principal de uma galáxia.
O cosmos se refaz em mim.
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