segunda-feira, 28 de maio de 2018

Estrelas em pleno meio dia

A gente saboreia e chora esse gosto de amor
Se despede e se perde na multidão em pleno meio dia
Atravesso os dias sem perturbações
Sem que a lembrança dos teus olhos
e a visão do teu sorriso causem sofrimento
Estive tão acostumada com a tristeza
Aprendi que estar em paz ou contente era estranheza
A normalidade era a dor, quando não precisa doer
Conscientizo-me do movimento que a vida fez, faz
A sua ausência ou a sua escolha em partir
não precisa encher todos os momentos de pesar
Ser cárcere para minhas emoções amadurecidas
aprontadas para o teu paladar
Contigo eu pude exercer a minha novidade
Estar feliz com o que tenho, sendo muito, sendo pouco, sendo nada
Estar bem comigo mesmo sozinha
Eu sendo a minha grande companheira
Eu sei, todas as vidas dançam em meus passos
Caminho por entre ecos, lembranças,
aprendendo a contemplar e guardar o que me constrói

A gente se reconhece e se esquece
Marca a vida um do outro e floresce

 


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