Do conflitos entre o consciente e o subconsciente, a busca
pela retomada do imaginário a meu favor, e o florescimento do meu eu maior.
Dos meus passos sozinhos na chuva, da minha loucura nua,
que eu procuro vestir com a sanidade doente dos dias,
porque dói e incomoda as pessoas quem não realiza todos
os atos considerados de um ser com boa conduta, saudável para o trabalho e as relações."
(...)
Quem sabe, Helena, tua alma não se livra de uma vez das prisões
que teu ser abandonado, permitiu que teu self construísse?
Quem sabe, agora, tu não te tornas aquilo que sempre fora, mas
tivera medo de assumir por temer estar fora do padrão, anão ilusionário.
Tua luta consciente em assumir que só tu és responsável pelos teus sentimentos,
emoções e atos, que tu tens o poder, tu és Deus iluminado, iluminada transcendendo quando a água te toca a pele, acordando os elementos.
E a provocação do subconsciente a rir da tuas tentativas de liberdade e união das tuas três dimensões existenciais: Uma ilusão não se desfaz facilmente.
(...)
O teu instrumento de poder é a metamorfose, tu és água, pássaro que corta o ar e com ele se mistura, és raízes a penetrar e acariciar a terra, caçadora habilidosa, tuas presas são as ruindades do mundo, que entre teus dentes e dedos se dissipam. Olhos que vêem na escuridão. Tu és a fénix, feita de fogo, pintando os dias com tua magia, esquentando os corações fartos de esperar mudança ou milagre.
Teu poder, Helena, é se transmutar. Enigmas.
Só assim serás livre, porque a tua loucura é ser privada da tua imaginação.
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