quinta-feira, 24 de abril de 2014

Paradas

Como soletrar o seu nome? Sem querer chorar e lembrar de todos os sonhos
sonhados e não realizados, esquecidos?
Tentei exilar-me, para  compreender melhor os meus processos psíquicos,
não ser mais vítima do meu ego. Ter poder sobre minhas emoções, embora considere que não tenho e nem quero ter controle sobre nada fora de mim.
E a minha caminhada parecia feliz, eu estava conseguindo, desci as escadas da vida saltitante, acabei me enrolando em expectativas e fraturei o pé, para não sacrificar a existência no agora.
O Universo me parou.
Toda descoberta e aprendizado é preciso ser devagar.
O amor cresce devagar. E tudo o que é forte, que dura, é construído com calma.
Assim como uma planta para chegar a estatura de árvore tem que ter suas raízes profundas e fortes. Crescer leva tempo.
(...)
Eu, na realidade de cá, tive que parar, limitando os meus passos e atos.
2 meses para voltar ao normal. Ou para aprender o que significa superação. Contentamento.
Volto-me para mim mesma e busco aprender, reaprender.
Todas as minhas relações e relacionamentos.
O espelho onde miro a minha face está agora dentro de mim, e não nos espelhos do mundo exterior. Nos olhos do moço triste. No sorriso animado dela.


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