domingo, 15 de julho de 2012

Labirintos

Saudade e silêncios permeiam meu quarto,
encharcando a minha cama e o meu corpo,
deixando transparecer desejo e angústias,
feito papel molhado, grudando, se partindo,
se multiplicando... Pedaços.
Saudade dela, dos seus olhos que pareciam aumentar quando
me olhavam, da atmosfera que nos circundava, da sua presença doce,
me abraçava primeiro com o aroma. Bastava a certeza dos seus passos além
da porta e das paredes da casa.
Bastava sentir a sua presença no mundo para eu não estar só,
não me sentir sem respostas, não tatear em vão, pelo quarto escuro
e vazio do medo, da insegurança.
Ás vezes, perco de vista a linha tênue que me segura nessa nova conscienca sã
que adquiri. Recentemente, reconheci limites e fui obrigada a aprender a respeitá-los para ter de volta o ser humano que sou, ter a noção de que estou
viva e quente, que sinto frio, desejo, paixão. Limites que me devolveram o sonho.
Limites para a minha liberdade.
Me assusta saber que as respostas estão em algum lugar dentro de mim.
E eu não consigo alcançá-las sozinha.
Ninguém pode preencher os meus lugares vazios.

Não estão vazios, estão confundidos, mentindo em mim.

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