sábado, 14 de janeiro de 2012

Encontro ecos do meu sentimento em diversas vozes.
Sons que repetem os repiques do meu coração.
Um pouco de cansaço físico e ânsia emocional.
Vontade de recuperar a vida que eu perdi.
Desaprendi a viver e isso dói.
Durante a vida, damos a outras pessoas o poder de nos desestabilizar
emocionalmente. É tão difícil se ter equilibro emocional e por que
damos assim a chave a qualquer um, qualquer uma da porta da nossa
razão interior? Se ela é nossa, só nossa? Só minha, só sua?
Ela sentada diante de mim. Seus olhos se assemelham a um horizonte,
onde o meu dia ruim se vai, e a aurora me promete liberdade.
Quero que as situações ruis não se tornem fantasmas a me
amedrontar, agora que sei os motivos das minhas quedas e prisões.
Enfrento mágoas, descubro ilusões e mentiras, entendo a indiferença
e caminho rumo a compreensão e ao esquecimento.

"Escuto a sua voz mansa e sua doçura e sabedoria ancestral
a me consolar quando ela diz: 'Não chore, princesa, você não imagina,
nem de longe, a vida que te aguarda. Os caminhos que eu teci para você,
terras férteis para os seus pés pisarem, sabores para o teu paladar, amores doces derretendo devagar na língua. Tantas belezas para os teus olhos,
mundo para as tuas mãos construir. Não chore, princesa. Tudo que tu pensas que perdeu era pequeno demais para a tua grandeza. Tu entendes agora, ainda que reste um pouco de dor. Tu és infinita e um frasco de vidro não te cabe, te sufoca. Não chore, meu bem, eu te prometo, e cumprirei.
Logo, logo. Agora, aprende devagar o novo jeito da tua vida.'
Desaprendi tudo.
Aprenderei novamente. E desta vez, aprenderei melhor.
Porque eu sou o melhor.
O melhor que ela colocou neste mundo."

Eu vou deixando acontecer.



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