quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estou noturna.
Ouvindo a voz do vento a me convidar para a rua, conversar com a lua e as esquinas.
Ele não pode me dar as respostas que eu procuro, ou a conversa que satisfará e inquietará essa angústia
que nasceu dentro do sonho de ontem.
Vê-la não acalmará minhas dúvidas e desassossegos devido a sombra que o luar causará no
meu signo durante os dias da passagem do meu ano novo.
Dias chegam. Não quero passar a minha mudança de ciclo no cimento, nessa natureza asfixiada.
Preciso de terra fresca, de água, possibilidade. Abertura. Vida.
Minha alma se recupera daquela anemia, estou enfrentando uma reeducação mental.
O meu silêncio agora não dói.
A minha solidão hoje é liberdade.

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