sexta-feira, 2 de julho de 2010

sustentador/a

VOlto-me para mim mesma, numa caminhada que me foi interrompida, assobio fora de hora,
desatenção pela dor da mudança violenta.
Terreno hostil e agreste, muitas vezes me vi de joelhos em cascalhos e escuro em pleno meio-dia.
É meio-dia na vida, meia-noite no olhar.
Observando aprendo palavras e reações, intenções e o que se esconde atrás daquela vista que não vê, da vista que vê e se esquiva, da vista revista e revisitada.
Volto.
Não para o passado. Não como quem olha para traz ao ouvir um chamado. Como quem esqueceu.
Direciono-me para o lugar onde deveria ter estado antes, lugar demorado, terreno setanejo da alma que teve como promessa nunca mais ter a água negada de suas terras.
(...)


Deixa que eu entenda. Entenda tudo que tiver para entender. Os limites, o que se tem quando se ultrapassa. A injustiça e o motivo de se querer tanto ter razão. A intolerância. A besteira. A ingenuidade. Os momentos de mesquinhez. Deixa que eu aprenda e entenda que a vida não é linear, que os sentimentos não são exatos como cálculos matemáticos, que toda perspectiva é apenas "Uma" perspectiva. Deixe que eu resignifique. O quê? O que for preciso para amadurecer, para dar um passo adiante, para crescer.

Vou me refazendo e repensando a minha trajetória, reconsiderando noções e valores, bolsos leves, cansei de carregar pedras. Reconstituo pessoas e relações, para assim, reconstituir a mim mesma. Como já escreveu Waly Salomão "...e fogem do leão do meu coração" Escrevo também, para não esquecer


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