Ela imaginava.
Sentada em frente ao mar, pensava nas situações passadas que tinha urgência de serem superadas, guardadas, tanto o sabor como o desejo.
Desejo de reviver, do novamente.
Ela não era mais ela. Ele já era outro. E o tempo deles parecia ter passado.
Assim como as lágrimas, os abraços apertados de quem não quer abandonar,
os beijos que selavam destinos e vontades.
As músicas que ouvia já eram de despedida. Sinais de quem vira a esquina da vida,perdendo assim, a visão do lugar comum e constante, aconchegante.
Era preciso desabafar para continuar.
E o amor imenso que a acompanhava ficaria indefinidamente caminhando ao seu lado,
presença impedindo o esquecimento, relembrando aprendizados.
NO seu olhar, signos de uma mulher desconstruída, se desconstruindo.
Sujeito ativo, busca, responsabilidade, libertação.
"Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos." DruMmond
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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