segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


Como ser numa realidade em que tudo empurra
para o anonimato ideológico?
Só porque eu não falei num momento inoportuno
específico não quer dizer que eu não pense e não queira
discordar apaixonadamente, juntando meus milhões de
argumentos subversivos.
Ela disse nomes agressivos e bradou opticamente
conectada: "Não tenha medo, vamos viver!"
Onde está o coração aberto?
A cabeça que procura a oportunidade?
O passo adiante, o olhar novo depois da chuva?
Obscureceu-se.
Não sabia como largar o negrume da última dor.
Ressignificar-se desejava.
Percebeu, de repente, que não havia se dado chances.
Refletiu eclipsada."

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