sábado, 1 de dezembro de 2007

Um ponto... final?

Ela se achava a dona da história,
mas quando abria a velha porta era sempre a mesma coisa.
Ela mistura o tempo, compara as situações, mas nunca sabe
como agir, porque não aprendeu que para a vida não existe uma fórmula,
receita da vovó.
Pensa que só agora está notando o encadeamento do mundo,
se notando e notando o que os outros fazem a ela.
POrque acredita que soube desde o início o que fazia com o que lhe deram.
Tantas certezas vieram de experiências ou um surto de justiça injustiçada?
Era boa demais para notar que a sua fragilidade a tornaria presa fácil?
Se a perguntassem, não saberia responder.
Só diria que perdeu aquilo que talvez seja a mola propulssora
da vida de muitos, a sua ingenuidade primeira, a que gera todos os sonhos
e ilusões, que brincam caleidoscopicamente com a realidade seca,
com a aspereza das coisas que ainda não se sabem.
Mas é sabido que aprende a cada... queda? Olhar? suspiro?
em cada música que ouve? Da palavra ouvida sem intenção?
Da propaganda na televisão? da rasteira de ontem? Do que não veio?
De todas as coisas que não saberia explicar com tanta clareza quanto sentira?
Amanhã vai acordar não querendo mais ser dona de nada, de ninguém, nem de si.
SAbe que pisa em terreno oscilante e não quer mais esperar nada!
Está certa de que não tem certeza de nada
e nem quer pensar mais se um dia terá.
E ela vai carrengando coisas imensas e pesadas em alguma parte de si.
A cegueira é de quem? Dela ou do outro? É culpa de quem?
(...)
Na vida, a gente nunca sabe o que pode ser.
A dúvida é a base de tudo e ter certeza é perigoso.
Na maioria das vezes...


"Eu voava alto porque tinha um grande par de asas
Até que um dia caí"

Anjos caídos, CordEl do fOgo EncantAdo

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