terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Aonde a vida vai dar?

Será que sempre o motivo verdadeiro de todas as dores

vai ser aquele velho acontecimento, inapagável da memória,
do sentimento?
Toda vez que algo acontece, procura-se a verdadeira causa
de estar daquele jeito, sendo encarado daquela maneira...


Tantas noites chamou o seu nome,
escondidinha,
chamava o em baixo da cama,para que a voz do vento
fosse dizer a ele a falta que fazia na vidinha pequena dela,
e não era só na dela.
Por que isso a afetava tão profundamente, como uma
ferida que não sararia nunca?
Sabia que não ia sarar, não teria remédio.
O seu espinho na carne,
que volta e meia a incomodava de manso,
outras dolorosamente dolorido.
Mas e se ele voltasse?
"Não seria ele". Ela Dizia...
Ele foi embora a 22 anos
e não voltou nunca mais. NUnca mais.
Há certas coisas que o seu definitivamente vai doer
pelo resto dos dias, que passam devagar,
outras vezes rápido demais, vertiginosamente.
Mas a sua dor é como uma doença perto de sarar,
mas que de vez em quando, alguém vai lá,
mesmo que seja sem saber, e bate no lugar
ou enfia o dedo, então inflama um pouquinho...
E por isso, nunca sara. Nem vai sarar.


E as coisas que acontecem agora, como a atigem,
como ela enfrenta as situações,... seu sentimento
remete a coisas do passado.
Usa o passado para explicar o seu presente.
Não determina o seu futuro, até porque aprendeu a
ser teimosa, não aceitar as coisas que lhe vem, simplesmente
porque pensa que a vida é como qualquer coisa que se molda,
com as próprias mãos, cotidianamente.
Cuidadosamente teme se apegar,
precisa amar desesperadamente!
AMigos, mãe, irmãs, irmãos, avós, tios e tias, primos de agora,
um certo rapaz que se distrai com

a tarde mansa...
Contudo não espera nada em troca.
Sabe que se esperar, estaria perdida.
Confusamente perdida.
Não cometeria novamente os repetitivos erros
de dias imensos.
Então, o que ela busca agora é se resignificar.


Já que o ano acaba em poucos dias
Já que quer desejar que as coisas mudem
QUer ter significados diferentes, até porque nada
lhe diz muito hoje. Se sente um tanto vazia, anÔnima,
anorexa sentimentalmente.
Esqueceu.


ENtão aos poucos será outra, buscando ser aquilo que lhe faça enfrentar os dias com mais coragem, mais leveza. Mais qualquer coisa que lhe faça borboletas caleidoscópicas explodirem
de dentro do peito para o mundo.
Quer respirar de um jeito novo. Quer aprender a ver de um jeito que nunca viu.

feliz NATAL menina de amanhecer!
feLIz naTal, grande mundo :)
Até amanhã de tarde.


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