"Amor, deixa-me te amar assim, intensamente, morrer em teu corpo, nascer em tua boca, ser infinito no teu olhar.
Dá-me a oportunidade de dar-te todo esse universo que eu carrego há séculos dentro do peito escondido, ele estava sendo preparado para ti, para se dar a ti, simples e apaixonadamente assim...
Não me prenda amor, amor não se prende, se cuida, se alimenta, se descobre, se aprende... Amor é pássaro, voa, mas é constante no seu ser, na sua natureza amante. E só porque te dou todo o meu coração, não trate-o como se fosse tê-lo eternamente ao teu serviço, e fazendo disso motivo para desprezo. Jamais despreze um coração que ama assim! É pecado, meu amor, magoar assim quem só quer pertencer a ti, com todas as intensidades que o mundo jamais conheceu. E isso tudo é só medo, medo de você não querer ser junto a mim, não ser comigo. Porque contigo eu existo, ando, bebo água e leio um livro.
Mistura o teu infinito no meu, deixa eu segurar a tua mão para andarmos juntos pela vida, pelos dias, pelas ruas do teu mundo, do teu medo, eu te ajudo a enxergar aquilo que te dói, e você não sabe porquê, eu te coloco no meu colo, te acarinho e te conto histórias de reinos, espanto teus fantasmas, te mostro a minha verdade, te mostro quem eu sou, sem ter medo de que você descubra que eu sou só uma menina, menina simples com o coração que deseja... Porque eu vi, os teus pezinhos de menino se escondendo atrás da cortina.
"Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!
“Amo-te!” Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então… brandas… serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…
Florbela Espanca- Escreve-me..."
Dá-me a oportunidade de dar-te todo esse universo que eu carrego há séculos dentro do peito escondido, ele estava sendo preparado para ti, para se dar a ti, simples e apaixonadamente assim...
Não me prenda amor, amor não se prende, se cuida, se alimenta, se descobre, se aprende... Amor é pássaro, voa, mas é constante no seu ser, na sua natureza amante. E só porque te dou todo o meu coração, não trate-o como se fosse tê-lo eternamente ao teu serviço, e fazendo disso motivo para desprezo. Jamais despreze um coração que ama assim! É pecado, meu amor, magoar assim quem só quer pertencer a ti, com todas as intensidades que o mundo jamais conheceu. E isso tudo é só medo, medo de você não querer ser junto a mim, não ser comigo. Porque contigo eu existo, ando, bebo água e leio um livro.
Mistura o teu infinito no meu, deixa eu segurar a tua mão para andarmos juntos pela vida, pelos dias, pelas ruas do teu mundo, do teu medo, eu te ajudo a enxergar aquilo que te dói, e você não sabe porquê, eu te coloco no meu colo, te acarinho e te conto histórias de reinos, espanto teus fantasmas, te mostro a minha verdade, te mostro quem eu sou, sem ter medo de que você descubra que eu sou só uma menina, menina simples com o coração que deseja... Porque eu vi, os teus pezinhos de menino se escondendo atrás da cortina.
"Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!
“Amo-te!” Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então… brandas… serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…
Florbela Espanca- Escreve-me..."
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