quarta-feira, 7 de março de 2007

"Embora eu não veja aquele teu sorriso engraçado nos dias difíceis,
nos dias em que tudo parece que vai acabar e um mar de insegurança me toma o peito, os sonhos novos, recém construídos,toda a vida em flor e gosto doce...

Mas eu continuo, e ando pelas ruas carregando um mar de sonhos, com passos de esperança, e parece que o mundo se funde com o meu corpo, eu e o mundo, intensidades e infinitos se cruzando, interagindo, sendo, existindo para além do agora,
do tempo, e do "a vida é assim..." Porque ninguém nunca sabe. Nunca sabe. E na vida a gente precisa se arriscar, e a gente só se arrisca naquilo que se empolga. Por isso, o que eu quero é me empolgar, e construir a vida de risco, som, cor, mundo, paixão, de sonho e realidade, do que eu posso, do que eu quero, e do que vejo, aqui e além. Só arriscar.


"Vou
Vou pregar na parede
Um pedaço de céu
Que você me mandou

Vou buscar outra constelação
Entre a noite que vai
E o dia que vem

Eu canto aqui
Eu olho daqui
Eu ando aqui
Eu vivo

Canto aqui
Eu grito aqui
Eu sonho aqui
Eu morro...
(morro)

Vou
Vou riscar no meu braço
Um pedaço de mar
Que você me deixou

E criar outra recordação
Do primeiro lugar
Que acordei pra te ver

Eu canto aqui
Eu olho daqui
Eu ando aqui
Eu vivo

Canto aqui
Eu grito aqui
Eu sonho aqui
Eu morro...
(morro)"

Aqui (ou memórias do cárcere)- Cordel do Fogo Encantado

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