Você está diante da cidade nua Incorporada pelo caos A terra grita, estremece
Teus cabelos começam a chamar pelas raízes das plantas mais profundas
Os ventos uivam no tempo indeterminado levantando lenções nos varais
carregando telhados, coberturas de cimento armado Não há um tijolo que
ele não destrua, nem uma moradia que ele não decante
Onde está o tesouro dos vivos? Onde se ouve as vozes dos ossos dos mortos?
Teus ouvidos ainda não sabem distinguir
Teus cabelos começam a chamar pelas raízes das plantas mais profundas
Os ventos uivam no tempo indeterminado levantando lenções nos varais
carregando telhados, coberturas de cimento armado Não há um tijolo que
ele não destrua, nem uma moradia que ele não decante
Onde está o tesouro dos vivos? Onde se ouve as vozes dos ossos dos mortos?
Teus ouvidos ainda não sabem distinguir
O silêncio ou o zumbido te atormenta
Pergunta a fome que te carrega e te levanta, a fome que corrói tuas entranhas
do que ela quer se alimentar
Intensidade corre pelo teu sangue pululando nas tuas veias, rasgando tua pele
encantando teu coração? Refazenda do que em outros tempos destroçaram?
A intensidade entoa um canto estranho, das profundezas ainda inalcançáveis à primeira vista
superficialidade de olhos e sentidos
O movimento da terra refaz teus órgãos antes mastigados e esfacelados
Você quer gritar
Gritar até a cabeça explodir, até desmaiar, perder os sentidos, não ser
Pergunta a fome que te carrega e te levanta, a fome que corrói tuas entranhas
do que ela quer se alimentar
Intensidade corre pelo teu sangue pululando nas tuas veias, rasgando tua pele
encantando teu coração? Refazenda do que em outros tempos destroçaram?
A intensidade entoa um canto estranho, das profundezas ainda inalcançáveis à primeira vista
superficialidade de olhos e sentidos
O movimento da terra refaz teus órgãos antes mastigados e esfacelados
Você quer gritar
Gritar até a cabeça explodir, até desmaiar, perder os sentidos, não ser
Havia pensado mesmo que a loucura te deixaria? Quando a loucura é a chama da tua liberdade
Deixa ser
Se transforma na tua versão original
Todos os elementos te circundam como um redemoinho
Refazendo teus tecidos
Você teme
Medo de virar bicho, ser amaldiçoado, monstro, nada... Tormentos
Entende a tua fome, ela te guiará e te mostrará a tua face primeira, tua face intocada
teu poder mágico, alquimista de existências
Tua fome fala a linguagem selvagem, traduz a intensidade da tua alma
A terra sabia quando te levaram e te jogaram numa prisão de horrores
Há uma idade dentro do tempo onde ela te encontraria e nada mais poderia parar a metamorfose
O que é? És? É.
Vem vindo Fome, a tua força tem nome, natureza e corpo
Livre... Ela vem
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