Os dois lados de uma mesma moeda em constante rotação, são vários lados? Para onde foram todas as estrelas do teu céu oceano azul anil, azul petróleo, gás lacrimogêneo?
Há caos aqui dentro.
As ruas estão caóticas lá fora.
Desejaria que a moça de batom vermelho que anda como se flutuasse te olhasse lá de baixo e soltasse aquele beijo sorrido, que feito borboleta vem pousar no teu rosto, e como se entardecesse fosse, tuas cores se misturam,
alaranjados quentes como línguas de fogo lambendo o rosado do algodão doce do teu parque de diversões imaginário...
E por segundos o sol se põe no teu olhar.
Levanta.
Toma um banho.
Ninguém vai reparar que doeu ontem o dia inteiro.
Se maquia, ninguém enxerga tristeza num rosto colorido.
Coloca aquela blusa florida e aquela saia que balança feito um sino, sinuosa.
Calça os teus sapatos de bolinha, aqueles que toda vez você grita do quarto "É poá!" Ah, sim, sapatos de voar. E você vem serelepe e pergunta como está. "Uma boneca!" Você odeia de mentira, pega a bolsa e sai. Por fora um caleidoscópio sedutor.
Por dentro mosaico partido.
E haja cola para todos os dias arrumar os vidrilhos soltos e repartidos.
Sobe, desce. Sorri, gargalha, abraça.
Ama, apoia e afaga.
No final do dia senta na cama sozinha.
Voz trêmula e fraca.
Prefere não dizer palavra.
Abraça o travesseiro e deseja coisas absurdas.
Felicidade é de verdade? "Tudo está dentro de você."
Ela se perde se encontrando.
Luz. Treva. Nuances. Encantamentos. Utopia. Solidão.
Como Alice, ela mergulha no abismo de si mesma. Ela atravessa o espelho.
Sem maravilhas, adormece dor-mente.
Há caos aqui dentro.
As ruas estão caóticas lá fora.
Desejaria que a moça de batom vermelho que anda como se flutuasse te olhasse lá de baixo e soltasse aquele beijo sorrido, que feito borboleta vem pousar no teu rosto, e como se entardecesse fosse, tuas cores se misturam,
alaranjados quentes como línguas de fogo lambendo o rosado do algodão doce do teu parque de diversões imaginário...
E por segundos o sol se põe no teu olhar.
Levanta.
Toma um banho.
Ninguém vai reparar que doeu ontem o dia inteiro.
Se maquia, ninguém enxerga tristeza num rosto colorido.
Coloca aquela blusa florida e aquela saia que balança feito um sino, sinuosa.
Calça os teus sapatos de bolinha, aqueles que toda vez você grita do quarto "É poá!" Ah, sim, sapatos de voar. E você vem serelepe e pergunta como está. "Uma boneca!" Você odeia de mentira, pega a bolsa e sai. Por fora um caleidoscópio sedutor.
Por dentro mosaico partido.
E haja cola para todos os dias arrumar os vidrilhos soltos e repartidos.
Sobe, desce. Sorri, gargalha, abraça.
Ama, apoia e afaga.
No final do dia senta na cama sozinha.
Voz trêmula e fraca.
Prefere não dizer palavra.
Abraça o travesseiro e deseja coisas absurdas.
Felicidade é de verdade? "Tudo está dentro de você."
Ela se perde se encontrando.
Luz. Treva. Nuances. Encantamentos. Utopia. Solidão.
Como Alice, ela mergulha no abismo de si mesma. Ela atravessa o espelho.
Sem maravilhas, adormece dor-mente.
Do contos "Clarissa, não morra"
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