sábado, 6 de abril de 2019

Injusta palavra

Romper.
Uma palavra insistente pairando como uma nuvem densa, quase palpável a me sufocar insistentemente.
Eu quero contribuir com a transformação. Me sinto paralisada. Cega, muda... Todos os sentidos estão nas minhas mãos.
Minha mente está bloqueada. Lide com a raiva. Mas eu não quero ter raiva, nem que a revolta pelas injustiças me consuma. Quero construir algo que valha para ser instrumento para sobreviver.
Para que eu sobreviva antes de tudo e assim poder criar e fazer com que outros e outras sobrevivam.
Embolem-se os egos mal traduzidos no meio da sala, dos caminhos, de todas as esquinas. Não quero fazer parte desse embate inútil e destruidor.
Paciência.
O que me incomoda não é ir devagar, é a sensação pesada de que não estou saindo do lugar. Contínuo no ponto onde comecei. Estou no início. Há algo que não entendi?
Livros e mais livros. Folhas em branco. Inércia.
Aflições engolem meu sono induzido.

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