Alguém pergunta o meu nome, meu número de identidade, meu endereço, as ruas por onde passo, a cama onde durmo, o motivo do oceano nos meus olhos...
Alguém aperta minha mão na fila do banco, me pergunta as horas, fala sobre o clima e como os preços subiram
Entorpecida sigo num bailado estranho pelas ruas quentes
Escuto as mesmas músicas há muitos anos...
Eu só queria poder te escrever aquela carta que nunca consegui terminar.
Aquela que nunca enviarei
Aquela que é para mim, só para mim
Para eu não esquecer do que não devo repetir
Estou insípida, sem palavras e isso me sufoca.
Cansei de viver. Cansei de tentar morrer.
Não posso segurar forte a mão que deseja a distância,
que busca se soltar, que ameaça cortar os meus pulsos
Não posso insistir. Não devo. É proibido.
Tenho uma faca enfiada nas costas, dói mais do que se enfiada no peito fosse.
Vou conseguir tirar a faca mas não sei o que fazer com a ferida.
Tenho sangue nas mãos, mas eu queria era ter borboletas nos cabelos
e vestido de poá e dançar até o amanhecer.
A loucura me deixou só, só eu e essa realidade amarga.
Alguém aperta minha mão na fila do banco, me pergunta as horas, fala sobre o clima e como os preços subiram
Entorpecida sigo num bailado estranho pelas ruas quentes
Escuto as mesmas músicas há muitos anos...
Eu só queria poder te escrever aquela carta que nunca consegui terminar.
Aquela que nunca enviarei
Aquela que é para mim, só para mim
Para eu não esquecer do que não devo repetir
Estou insípida, sem palavras e isso me sufoca.
Cansei de viver. Cansei de tentar morrer.
Não posso segurar forte a mão que deseja a distância,
que busca se soltar, que ameaça cortar os meus pulsos
Não posso insistir. Não devo. É proibido.
Tenho uma faca enfiada nas costas, dói mais do que se enfiada no peito fosse.
Vou conseguir tirar a faca mas não sei o que fazer com a ferida.
Tenho sangue nas mãos, mas eu queria era ter borboletas nos cabelos
e vestido de poá e dançar até o amanhecer.
A loucura me deixou só, só eu e essa realidade amarga.
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