Que diferença isso faz?
Ver a pessoa somente em redes sociais?
Melhor, só uma imagem inerte, mais um número,
seguidores de alguém também sem rumo.
Eu nunca vi uma pessoa tão inteligente ser tão burra.
Existem dois de você.
Um é o homem extremamente carinhoso, compreensivo, solícito, cuidadoso, consciente.
Aquele rapaz doce que cuidou da mãe feito filha quando ela precisou e amadureceu antes da hora
sem querer perder o seu grande amor, segurando a sua mão quando uma parte dele ela levou,
e uma parte dela nele ficou.
Que foi crescendo cheio de sonhos, que busca oportunidades onde parece não haver possibilidades.
Aquele que ainda bate ponto diante das exigências do pai
e se esforça para demonstrar responsabilidade no mundo corroído dos homens.
E outro, um completo imbecil. O machista, o que finge que esquece,
o que almeja ser desejado, o que pensa que aparência abre portas e conquista mundos.
O irresponsável, egoísta e medroso, o covarde que não consegue se olhar no espelho,
que caminha na superfície, sustentando uma força que não tem, sem conseguir enfrentar a vida
de peito aberto, com franqueza, de cara, sóbrio de si e do outro.
Um jovem antigo preso nos escombros da memória.
Você é um universo inteiro, não dá para ser repartido.
E nessa encruzilhada você precisa escolher o lobo daquela antiga lenda indígena que
deseja alimentar. Quem é você. Como será.
Não é seu signo ou seu orixá que vai determinar quem você é.
A cada momento e a cada dia você escolhe a vida que quer levar,
o ser humano e o homem que quer ser.
Leão... Xangô anda do teu lado, não estereotipado, força vital que te dá alimento para
seguir e sobreviver. A propósito, quem se determina é você. Quem diz para o que veio,
quem sabe do teu nome, do teu passo, do laço que te prende, do medo, da vontade,
da raiva e da busca constante para não ser aquilo que não quer, mas
acaba sendo e assinando o contrato de otário.
Aonde não há espaço para a amizade, o olhar carinhoso,
o cuidado desobrigado, a liberdade incentivadora.
Onde não há lugar para um abraço despreocupado, uma saudade suave,
espaço para plantar e deixar ver se cresce amor... Reciprocidade.
Não há lugar para mim.
Insistência vil e desnecessária faz parte de um passado
que me ensinou a ferro e fogo auto cuidado e amor próprio.
Limites de um ser para outro. Limites de si para si.
De que adianta ser mais um número, um rosto,
voltar a prisão da aparência e dos gestos comedidos,
vitrine de horror que alimenta egos cegos.
Vou embora porque não quero ser novamente de papel,
descartável e pautada, modelada de acordo com a vontade alheia.
Você que fique e vá para onde quiser, se repartindo até não mais se encontrar,
até chegar à noite e você não suportar a realidade e tomar o chá da ilusão,
calma densa e falsa, assim as verdades nunca serão alcançadas
porque você prefere, ainda, viver de pequenas mentiras diárias.
Fico com a lembrança do rapaz simples, de camiseta, short e sandália que pediu
meu telefone numa noite onde as estrelas brilhavam em seu rosto.
Para mim você acaba ali.
Ver a pessoa somente em redes sociais?
Melhor, só uma imagem inerte, mais um número,
seguidores de alguém também sem rumo.
Eu nunca vi uma pessoa tão inteligente ser tão burra.
Existem dois de você.
Um é o homem extremamente carinhoso, compreensivo, solícito, cuidadoso, consciente.
Aquele rapaz doce que cuidou da mãe feito filha quando ela precisou e amadureceu antes da hora
sem querer perder o seu grande amor, segurando a sua mão quando uma parte dele ela levou,
e uma parte dela nele ficou.
Que foi crescendo cheio de sonhos, que busca oportunidades onde parece não haver possibilidades.
Aquele que ainda bate ponto diante das exigências do pai
e se esforça para demonstrar responsabilidade no mundo corroído dos homens.
E outro, um completo imbecil. O machista, o que finge que esquece,
o que almeja ser desejado, o que pensa que aparência abre portas e conquista mundos.
O irresponsável, egoísta e medroso, o covarde que não consegue se olhar no espelho,
que caminha na superfície, sustentando uma força que não tem, sem conseguir enfrentar a vida
de peito aberto, com franqueza, de cara, sóbrio de si e do outro.
Um jovem antigo preso nos escombros da memória.
Você é um universo inteiro, não dá para ser repartido.
E nessa encruzilhada você precisa escolher o lobo daquela antiga lenda indígena que
deseja alimentar. Quem é você. Como será.
Não é seu signo ou seu orixá que vai determinar quem você é.
A cada momento e a cada dia você escolhe a vida que quer levar,
o ser humano e o homem que quer ser.
Leão... Xangô anda do teu lado, não estereotipado, força vital que te dá alimento para
seguir e sobreviver. A propósito, quem se determina é você. Quem diz para o que veio,
quem sabe do teu nome, do teu passo, do laço que te prende, do medo, da vontade,
da raiva e da busca constante para não ser aquilo que não quer, mas
acaba sendo e assinando o contrato de otário.
Aonde não há espaço para a amizade, o olhar carinhoso,
o cuidado desobrigado, a liberdade incentivadora.
Onde não há lugar para um abraço despreocupado, uma saudade suave,
espaço para plantar e deixar ver se cresce amor... Reciprocidade.
Não há lugar para mim.
Insistência vil e desnecessária faz parte de um passado
que me ensinou a ferro e fogo auto cuidado e amor próprio.
Limites de um ser para outro. Limites de si para si.
De que adianta ser mais um número, um rosto,
voltar a prisão da aparência e dos gestos comedidos,
vitrine de horror que alimenta egos cegos.
Vou embora porque não quero ser novamente de papel,
descartável e pautada, modelada de acordo com a vontade alheia.
Você que fique e vá para onde quiser, se repartindo até não mais se encontrar,
até chegar à noite e você não suportar a realidade e tomar o chá da ilusão,
calma densa e falsa, assim as verdades nunca serão alcançadas
porque você prefere, ainda, viver de pequenas mentiras diárias.
Fico com a lembrança do rapaz simples, de camiseta, short e sandália que pediu
meu telefone numa noite onde as estrelas brilhavam em seu rosto.
Para mim você acaba ali.

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