sexta-feira, 20 de abril de 2018

elo

As tuas mãos no meu peito
     teus cabelos entre as minhas mãos
     teu calor entre as minhas pernas
     teu nome adoçando a minha língua

Paredes de vidro realçando as distâncias das nossas vidas entrelaçadas por fios invisíveis Não sei qual o ponto ou a vírgula O lugar ou a hora de sair ficar entrar Lembrar ou esquecer
A minha única salvação é a liberdade total ou a ilusão que posso ter do que é ser livre Te ser livre Te ver livre Livre com você Livre de você Livre por você
Liberdade lambendo nosso corpo, teu mamilo, teu sexo, tua boca macia, tua voz Ser livre entre os teus braços, dentro do teu abraço Teu sussurro quente nos meus ouvidos, que eternizam e esquecem
Como quem enlouquece...
Todas as horas te respiro e suspiro teu espírito que me envolve Te envolve nas distâncias silenciosas e inquietantes meus cabelos, minha temperatura, meu sentimento como uma aura multicolor incandescente e embevecida te abraça te reverbera te lança e me alcança
Teu olhar me entonteia e embebeda
Cabelos, pelos, pelos, pele, dedos... Me salvo e te salvo nos libertando de toda ideia  de laço E de tanto querer ser livres Acabamos misteriosamente ligados um ao outro para além da geografia, da memória, da dor, da inconsciência, da morte E eu já não sei quando recomecei ou quando você passou a ser Um início ou um fim Um ponto final Pontos, vírgulas, palavras engolidas, não ditas, malditas
Tuas pernas, meus cabelos, tua voz... Ouroboro desconhecido renascido em algum momento que não vi, não dei conta, só estou a rodar e rodar e rodar... contigo... teus olhos, tuas mãos, tu
Yin e Yang, o canto da Fênix e a voz do Dragão... O círculo a rodar no infinito de si mesmo.






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