Eu sei.
Com aquela taça de vinho na mão ela é perigosa.
Ter sangue frio é estar morto para alguma coisa,
ou ter a morte dentro de sim, corroendo tudo feito câncer.
Não sei quando ela escolherá ter sangue frio
Sei que prefere morrer de intensidade, com sangue fervendo nos olhos.
Não adianta vir ou ir com conversa de calma e meio termo
Ela conhece todos os momentos e sabe quando é medo o que você tem e não cuidado .
Eu tenho medo dela, mas não queria
Sei do que ela pode me mostrar, me proporcionar, me ensinar
como alguém que anda na corda bamba
Mas o medo me constituiu, me ensinou a ser quem sou, a me proteger.
Estou diante dos seus olhos de serpentes, olhos encantadores
dos quais eu poderia ficar a eternidade decifrando a cada novo momento
mistérios infinitos e delícias para além do que um dia imaginei
com a calma de quem toma um veneno, de quem é infectado e espera o fim.
Mas fui cunhado pelo medo... Da perda, da felicidade, do silêncio, da solidão, do amor,
da flor que pode estar vermelha e escarlate num momento e num outro ser treva e morte.
E lambendo os lábios depois do gole grande de vinho ela sorriu e me disse que a morte é caleidoscópica.
Tenho medo de confiar e seguir adiante para o abraço dela
E sou um idiota por não me entregar
Não enfrentar o medo e preferir perdê-la
Assim não sofrerei com a angústia do "e se"
Distanciando-me vejo nos olhos dela o mesmo sentimento que existe em mim
E descubro, de súbito e num susto, que ela sabe,
que ela me deseja exatamente com tudo o que tenho e sou.
No momento seguinte, estou obscurecido, caído no abismo de mim mesmo.
Distante, outra vez, da oportunidade construída feito sonho quente e manso
que me embala nas manhãs antes de levantar, no entre sono.
Seus olhos para sempre lembrando dentro de mim.
Com aquela taça de vinho na mão ela é perigosa.
Ter sangue frio é estar morto para alguma coisa,
ou ter a morte dentro de sim, corroendo tudo feito câncer.
Não sei quando ela escolherá ter sangue frio
Sei que prefere morrer de intensidade, com sangue fervendo nos olhos.
Não adianta vir ou ir com conversa de calma e meio termo
Ela conhece todos os momentos e sabe quando é medo o que você tem e não cuidado .
Eu tenho medo dela, mas não queria
Sei do que ela pode me mostrar, me proporcionar, me ensinar
como alguém que anda na corda bamba
Mas o medo me constituiu, me ensinou a ser quem sou, a me proteger.
Estou diante dos seus olhos de serpentes, olhos encantadores
dos quais eu poderia ficar a eternidade decifrando a cada novo momento
mistérios infinitos e delícias para além do que um dia imaginei
com a calma de quem toma um veneno, de quem é infectado e espera o fim.
Mas fui cunhado pelo medo... Da perda, da felicidade, do silêncio, da solidão, do amor,
da flor que pode estar vermelha e escarlate num momento e num outro ser treva e morte.
E lambendo os lábios depois do gole grande de vinho ela sorriu e me disse que a morte é caleidoscópica.
Tenho medo de confiar e seguir adiante para o abraço dela
E sou um idiota por não me entregar
Não enfrentar o medo e preferir perdê-la
Assim não sofrerei com a angústia do "e se"
Distanciando-me vejo nos olhos dela o mesmo sentimento que existe em mim
E descubro, de súbito e num susto, que ela sabe,
que ela me deseja exatamente com tudo o que tenho e sou.
No momento seguinte, estou obscurecido, caído no abismo de mim mesmo.
Distante, outra vez, da oportunidade construída feito sonho quente e manso
que me embala nas manhãs antes de levantar, no entre sono.
Seus olhos para sempre lembrando dentro de mim.
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