sábado, 9 de setembro de 2017

Estrela apagada

Ele nem bem havia chegado e teve que partir.
Tantos dedos para no final dar nós tão apertados quanto um sufoco.
Tanto pisar em ovos para todos se quebrarem no fim.
E tudo era tão simples,
Mas a intensidade dela, os seus combates e conflitos,
sua flecha no alvo errado, atingiu em cheio um coração que não estava preparado para sentir.
Impasses e distâncias.
Ela só suspira e sente aquele velho aperto no peito
de coisa mal feita, de erro cometido,
de sorriso sem graça e festa acabada.
Só lhe restou apagar a luz e seguir
pelos corredores vazios da noite cheia de vozes.


Nenhum comentário: