Se esforçou tanto para não ser alguém triste, não parecer triste, não ter o signo da dor estampado em cada gesto seu.
Seus dias repletos de intensidade abafada. Afogada no travesseiro, engolida junto com a água que tomava com o calmante que a fazia querer dormir e não mais acordar. Por que viver sempre na corda bamba, no limite, limitações do que falar, como se comportar, a palavra adequada, a atitude sob medida...?
Levantou-se educadamente da mesa, saiu do ambiente.
Enquanto apertava o passo até começar uma corrida frenética por caminhos vazios, o que ela encontrava, quebrava. Mas não havia nada fora, tudo era dentro dela, e mundos iam desabando com golpes violentos de fúria sufocada.
Não queria se sentir como uma personagem novamente.
Não reconhecia o seu rosto, o timbre da sua voz, suas roupas, seu gosto, as pessoas que via.
O que fazer?
Aceitar os paradoxos dentro de si, fazer as pazes com aquela dor que parecia nunca querer partir ou revoltar-se e ser o que não sabia ou tentar morrer?
Drama.
Era muito drama, e ela só queria viver sem amarras, sem muros.
Não responder à perguntas. Não ser cordial.
Fazia mal maltratar-se dessa forma. Com quem estaria lutando realmente?
Consigo mesma, com sua natureza primeira ou com conceitos e preconceitos que acorrentavam não somente os pés, como todo o seu ser, material e abstrato, substrato social?
"Não julgue. Escute mais. Sinta mais. Faça isso e não aquilo."
Queria era dizer que ele era um completo idiota sem ter que se preocupar se voltaria ou não a falar com ele ou como ele receberia o insulto, a ofensa, ou a verdade?
Escutar? Só se fossem as verdades mais cruas, o que os olhos não escondem. O suspiro depois que todos foram embora. Escutar música tocando pelas ruas. Só se tudo fosse música.
Sentir? Ela era uma ferida aberta. Sempre transfigurada. Sentia tudo no total.
"Mas não pode."
Viver também já não podia, não como tem sido durante todo esse tempo nesta terra.
Seus dias repletos de intensidade abafada. Afogada no travesseiro, engolida junto com a água que tomava com o calmante que a fazia querer dormir e não mais acordar. Por que viver sempre na corda bamba, no limite, limitações do que falar, como se comportar, a palavra adequada, a atitude sob medida...?
Levantou-se educadamente da mesa, saiu do ambiente.
Enquanto apertava o passo até começar uma corrida frenética por caminhos vazios, o que ela encontrava, quebrava. Mas não havia nada fora, tudo era dentro dela, e mundos iam desabando com golpes violentos de fúria sufocada.
Não queria se sentir como uma personagem novamente.
Não reconhecia o seu rosto, o timbre da sua voz, suas roupas, seu gosto, as pessoas que via.
O que fazer?
Aceitar os paradoxos dentro de si, fazer as pazes com aquela dor que parecia nunca querer partir ou revoltar-se e ser o que não sabia ou tentar morrer?
Drama.
Era muito drama, e ela só queria viver sem amarras, sem muros.
Não responder à perguntas. Não ser cordial.
Fazia mal maltratar-se dessa forma. Com quem estaria lutando realmente?
Consigo mesma, com sua natureza primeira ou com conceitos e preconceitos que acorrentavam não somente os pés, como todo o seu ser, material e abstrato, substrato social?
"Não julgue. Escute mais. Sinta mais. Faça isso e não aquilo."
Queria era dizer que ele era um completo idiota sem ter que se preocupar se voltaria ou não a falar com ele ou como ele receberia o insulto, a ofensa, ou a verdade?
Escutar? Só se fossem as verdades mais cruas, o que os olhos não escondem. O suspiro depois que todos foram embora. Escutar música tocando pelas ruas. Só se tudo fosse música.
Sentir? Ela era uma ferida aberta. Sempre transfigurada. Sentia tudo no total.
"Mas não pode."
Viver também já não podia, não como tem sido durante todo esse tempo nesta terra.

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