Eu tive um sonho.
Sonhei com alguém que não existia.
Esse alguém me animou para aguentar algumas dores durante algumas semanas, a sensação da sua presença parecia febre. Quando parte do sofrimento passara, a sensação que tive foi de uma grande ilusão. Um delírio.
Tenho vontade de gritar com toda força todas as noites. Não adianta mais abafar a voz no travesseiro, barragens macias construídas para segurar a forte correnteza que se precipita de mim... Desde quando?
Fazê-la acreditar... Interesse na vida... A morte.
Por que tanto terror e medo em falar sobre? Por que eu sou obrigada a viver uma vida que não quero?
A prosseguir em dias que me sufocam e me negam a liberdade de ser?
Durmo para não sentir dor. A dor do que nunca acontece. Da inércia.
Já morri há muito tempo. Não tenho mais medo. Do que for, do que seja.
E procuro no meio da tempestade dentro de mim, olhares, fotografias, lugares, sorrisos,
sabores, e cores... Cores tão vivas que seriam capazes de enfeitiçar e confundir as mentes mais concentradas e exatas de si, como nenhuma substância antes pôde fazer.
Me apaixonei profundamente. Mas em dimensões diferentes os corpos não se sentem, não podem ser tocados, só as almas são sentidas.
E sinto aquela presença ausente em cada parte de mim.
Não há cura. E se houvesse, cura para quê?
Sou todas as coisas, aonde quer que esteja.
Sonhei com alguém que não existia.
Esse alguém me animou para aguentar algumas dores durante algumas semanas, a sensação da sua presença parecia febre. Quando parte do sofrimento passara, a sensação que tive foi de uma grande ilusão. Um delírio.
Tenho vontade de gritar com toda força todas as noites. Não adianta mais abafar a voz no travesseiro, barragens macias construídas para segurar a forte correnteza que se precipita de mim... Desde quando?
Fazê-la acreditar... Interesse na vida... A morte.
Por que tanto terror e medo em falar sobre? Por que eu sou obrigada a viver uma vida que não quero?
A prosseguir em dias que me sufocam e me negam a liberdade de ser?
Durmo para não sentir dor. A dor do que nunca acontece. Da inércia.
Já morri há muito tempo. Não tenho mais medo. Do que for, do que seja.
E procuro no meio da tempestade dentro de mim, olhares, fotografias, lugares, sorrisos,
sabores, e cores... Cores tão vivas que seriam capazes de enfeitiçar e confundir as mentes mais concentradas e exatas de si, como nenhuma substância antes pôde fazer.
Me apaixonei profundamente. Mas em dimensões diferentes os corpos não se sentem, não podem ser tocados, só as almas são sentidas.
E sinto aquela presença ausente em cada parte de mim.
Não há cura. E se houvesse, cura para quê?
Sou todas as coisas, aonde quer que esteja.
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