Ainda sinto nas minhas carnes a lembrança da dor de estar viva.
Eu não quis morrer, só que aquela dor passasse e levasse com ela a lembrança da velha vida.
Os dias escorrendo entre os dedos dela, fugindo ao olhar investigador dele,
suprimindo os sonhos que já há muito secos restavam no coração.
O que é isso que vivo? Todas as crenças que já experimentei...
E essa realidade arbitrária e inflexível que eu não evoquei?
A dor faz o corpo aprender e desaprender as coisas.
Repito para mim mesma ou para o vento, o tempo, que não estou confusa
só estou observando os dias com esse vazio dentro de mim.
Um não estar em mim mesma ou um estar fora de mim.
Nada é "exatamente isso", tudo é "não é bem assim", nada é exato, nítido e claro.
Como o sorriso que ainda carrego na memória, o som da voz macia solta no tempo,
cabelos, e presença como a luz entre folhas de árvores num dia fresco de primavera.
Sinto que tudo anda meio empoeirado, vazio de significados.
Preciso terminar as coisas. Melhor: Preciso começar as coisas. Preciso dar início a uma caminhada.
Onde ela termina pouco importa. Eu só quero começar e continuar. E caminhar.
A palavra não é mais importante. Creio que a Linguagem seja.
Uma nova linguagem, uma outra linguagem para que eu possa me expressar.
Como alguém que perde a memória e volta para um mundo que não reconhece.
Eu peço, devagarinho, por favor, por amor... Razões para viver. Ainda que sejam sem explicação.
Eu não quis morrer, só que aquela dor passasse e levasse com ela a lembrança da velha vida.
Os dias escorrendo entre os dedos dela, fugindo ao olhar investigador dele,
suprimindo os sonhos que já há muito secos restavam no coração.
O que é isso que vivo? Todas as crenças que já experimentei...
E essa realidade arbitrária e inflexível que eu não evoquei?
A dor faz o corpo aprender e desaprender as coisas.
Repito para mim mesma ou para o vento, o tempo, que não estou confusa
só estou observando os dias com esse vazio dentro de mim.
Um não estar em mim mesma ou um estar fora de mim.
Nada é "exatamente isso", tudo é "não é bem assim", nada é exato, nítido e claro.
Como o sorriso que ainda carrego na memória, o som da voz macia solta no tempo,
cabelos, e presença como a luz entre folhas de árvores num dia fresco de primavera.
Sinto que tudo anda meio empoeirado, vazio de significados.
Preciso terminar as coisas. Melhor: Preciso começar as coisas. Preciso dar início a uma caminhada.
Onde ela termina pouco importa. Eu só quero começar e continuar. E caminhar.
A palavra não é mais importante. Creio que a Linguagem seja.
Uma nova linguagem, uma outra linguagem para que eu possa me expressar.
Como alguém que perde a memória e volta para um mundo que não reconhece.
Eu peço, devagarinho, por favor, por amor... Razões para viver. Ainda que sejam sem explicação.
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