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| Arte de Rafael Nunes |
Parada num ponto da vida onde nada faz sentido.
Sentido. Tudo mal sentido. Desconforto de viver.
"Dê um remédio para ela! Desse jeito ela tenta se matar de novo com suas filosofias desarrumadas
dentro daquela cabeça que guarda tanta besteira!"
Nesses dias é bom não sair, é bom deitar e dormir.
Tudo tem cor, sabor, textura... Mas eu sou um fantasma, e minhas mãos não conseguem tocar nada.
Minha voz é ouvida como um eco assombrado.
Eu quero me abrir ao meio, corpo, cabeça e coração.
Todas as memórias sejam sopradas no vento.
O peso de todas as vozes... Mas que fique a delicadeza de cada olhar e sorriso.
Tem sido difícil existir.
Todavia continuo como um cego que anseia um dia recuperar sua visão perdida
Nem que aprenda a ver com seus outros sentidos e muito melhor do que se visse com os próprios olhos. Interpretação de cada dia.

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