sábado, 23 de agosto de 2014

Nunca mais

Eu não serei um fantasma.
Eu não farei um concurso para ganhar 5 mil reais.
Me deixem em paz.
Eu nunca soube viver nesse mundo.
EU sei eu poderia fazer de tudo.
E cada aspecto que forma o meu ser grita: Eu sou uma artista.
Mas eu não soube por onde ir.
Sempre prisioneira.
Eu enlouqueci.
Não posso levar uma vida normal.
Não posso mais me violentar com a previdência social.
Eu já nem sei se as estrelas brilham dentro ou fora de mim.
Se a noite sou eu ou as perturbações do dia que apavoram o escuro.
Se sou dia todas as falas conversam em mim, universo expandindo.
Me interna, mãe. Esse mundo não é meu.
Cansei de ouvir o grito da minha própria alma.
Dia e noite. Nunca ela pára.
Ela sempre esteve me avisando que esse não era o lugar para estar.
A realidade é uma mentira.
Tantas ilusões juntas.
E eu e só queria rodar, rodar e rodar.
Perder a consciência.
E nunca mais a recuperar.

Nenhum comentário: