Beija o presente e o meu passado. E como um rio intermitente, fica sempre correndo e desaguando no olhar
"O que há no teu sorriso que eu não me desligo?
o som inicial que acorda os meus sentidos adormecidos,
pensados impossíveis de realização.
O que há comigo que me intimido?
Com o teu discurso fluído, como um veleiro
usando o vento ao seu favor, à todo vapor
para alcançar a praia antes do raiar do sol.
Ultrapassando ideias e conceitos,
transfiguro-me para alcançar o teu eu
Ir além daquilo que teus olhos mascaram
como num jogo de espelhos, numa dança de véus.
Beijo as marcas do tempo em teu rosto,
teu corpo precioso, que ao suave toque, deixa-se ser descoberto
ainda que incerto, a níveis de prazer e entrega, escandalosa espera.
Dorme em meu peito nu que eu protejo o teu sono
Consolando cada ponto em mim que alimenta o sonho
da tua estadia demorada na pequena casa se que tornou meu coração.
Tua presença, como água, a se liquefazer, morna, das estampas de meus dias
Em minha paisagem interna às tuas cores pintaram os muros de uma avenida
ressuscitaram um jardim destruído."
"E ela vai caminhandocom seu vestido de chita,
vai pintando a noite,
e suas cores, como um açoite
corta luzes da terra
e acende as luzes do céu.
Um homem vestido de luar
Veio a escuridão iluminar
Sonhava que o mundo ele ia mudar
E criava estrelas cadentes com o seu sonhar.
E a esperança já não era só minha
Não era só dele
Já estava em todo mundo
Incessante em seu brilhar"
Nenhum comentário:
Postar um comentário