Tive um sonho nas noites passadas. Três dias que foram feitos somente de noites.
De sonhos e alucinações. Eu rodopiava dentro da roda do destino: passado, presente, futuro, cantando o inteligível. Canções para os acordados. E eu, dormindo, ouvia somente sussurros e perdia o eixo. Meus pés pisavam o infinito,
o nada. E o siso, o juízo? Rodando diante de todas as situações da vida, minhas mãos tocando lembranças até das coisas não acontecidas, desejadas. Abri mão, talvez antecipadamente, de um gostar que nasceu sem violência, de um sorriso manso, sem esforço. Caminhos que se cruzaram por uma razão de ser. Não quero decifrar enigmas, não quero ultrapassar fronteiras espinhosas, ensinar que o amor pode libertar uma alma de prisões ancestrais. Acreditar? No amor? Mas o que é o amor? Busco respostas. Não sem obter feridas, mas sem me destruir na caminhada.

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