terça-feira, 30 de agosto de 2011


Eu já persegui. Fui perseguida.
Magoei a quem amava. Experimentei a indiferença sem recalques e sutilezas.
Tive a vida envolvida pelo orgulho alheio, próprio, deturpando interpretações e sentimentos.
Li o horóscopo hoje, apesar de ter várias restrições em relação a previsões e conselhos das estrelas e planetas.
O que me pareceu ser contraditório, já que acredito em energias que regem o universo e suas forças. Percepção luminosa, veio causando diversas dúvidas sobre noções formadas, atrasadas, limitadas por uma postura de vida que não é minha, que eu não quero.
E os astros orientavam para um momento de definição, momento de finalizar- sendo mais exata- relacionamentos ou algo inacabado.
Considerei o conselho uma verdade necessária, cabendo nos sentimentos de agora.
Eu, por muito tempo, afogada em minha minha dor, sufocada no meu drama, não conseguia ver além. E os dias pareciam ser somente, todos feitos e refogados daquela dor.
Me tornei pequena, me mediocrizei, aniquilei meus ideais, sonhos, alegria, meu sorriso matutino. Tudo era só isso. Era só dor.
Refiz a mim mesma ao aprender que o passado também pode mudar,
a partir de esclarecimentos  no presente. Uso o meu passado como algo a ser revisitado, livro de ensinamentos.
Assim como as civilizações Africanas nos mostram, provando a cada nova experiência, que respeito e  simplicidade ainda são valores transcendentais.
Me apaixono novamente.
Por mim, pela vida, pelas pessoas, pelo diverso.
...Fiquei matutando sem parar em coisas ouvidas, sobre as pessoas que passam em nossas vidas, sobre encontros e desencontros, inicio, fim e recomeço.
Acabei me perguntando por que quero sempre algo que determine, termine tudo?
De onde aprendi essa noção que desemboca no desejo? Não sei...
Apenas quero mudar de desejo, refazer sempre o meu entendimento humano do que seja a vida e o ilimitado das relações humanas.
Contexto, situações, várias óticas e possibilidades.
É flexibilidade ou relatividade?
(...)
Reconstruí o símbolo de uma história de amor que tive.
Parecia o que faltava, parecia que era a vida que eu colava.

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