Qual era o nome dela? Clarice, Maria, Bartiana, Priscila, Adriana...
Achava que a sua aparência não combinava com o seu nome.
Tanto por uma identidade... Por isso cuidava dos cabelos, do jeito de vestir a roupa,
de pintar as unhas, usar uma bolsa, de acreditar numa história.
Joana quando ficava muito nervosa, passeava pelo centro da cidade movimentada.
Dias mortos de sede no verão e secos de solidão no inverno.
Esteve pensando que, talvez, depois de muito tempo, pudesse se abrir para o amor.
Porém, a certeza que o amor virou-lhe as costas, era uma agulha fina de costura, a lhe espetar
a cintura, calcanhar, a ponta da orelha, toda vez que conhecia alguém interessante.
E há muito tempo não conhecia ninguém interessante.
Joana estava cansada da vida que levava. Estava certa de que a qualquer momento ultrapassaria a fronteira da razão.
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