Chove.
Eu guardada neste mundinho de cá,
agonizo devagar no inverno da memória.
Ikù veio visitar estas bandas e levou consigo o filho do trovão .
Enquanto este sonhava com amanheceres de paz.
Eu tive uma visão estranha.
Vi o amor personificado, respeitou o corpo, a energia concentrada,
viu cobra criada, serpente encantada desaguar no meu quintal.
Silencio enquanto o universo se movimenta.
Olho desconfiada, procurando compreender o que ainda não sei ouvir.
Suspiro. Porque sei que preciso ver além dos olhos embaçados,
do meu sentimento misturado, do tempo que engana.
E caminho sem parar. Olhando para todos os lados,
escutando todas as vozes e fechando os olhos, paro exatamente
no ponto onde tudo se encontra, no equilíbrio, força vital.
Desperto em desespero pela minha infância intelectual... só desejando respirar.
Porque parece que ainda é cedo. Mas não é.

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