domingo, 7 de fevereiro de 2010

obnubilando

As coisas na vida estão fora do lugar.


Essa espera não tem sentido. As escolhas foram feitas a partir de grandes dores e decepções, desejo absurdo de superação. Impulsivamente ia dando outros caminhos para a sua vida. Por que esta falta agora? Um dia foi preciso o distanciamento. Outra experiência. Frio no estômago. Agora viveria o que sempre sonhou para o seu amor. Escorrreu entre os dedos e depois de alguns dias só tinha o silêncio e a mesmice das outras vezes em que era deixada sozinha. Perdera o rumo, os rumos, os eixos. Não fazia sentido voltar atrás. OLhava sem entender os dias, seus sentimentos. Desejo dividido. Carne e sentimentos mortificados. A dor, a incerteza, verdade e sonho adiados novamente. Mas não houve tempo para a sua reestruturação. Foi covarde. Vil. Não encarou as más linguas de frente nem de lado. Preferiu esquecer à admitir. No momento da retomada, a rasteira certeira da palavra inexata, vacilante. "Me diga aquilo que eu preciso ouvir, não me deixe partir tão vazia de mim mesma!" Noites e dias de solidão calada. Acreditava se encontrar, se perdia sem ter chão para pisar. Embora houvessem ombros e vozes amigas que ressoavam no timbre da sua necessidade, miúda pela falta de razão. Não saberia dizer o que fazia com que ela precisasse tanto estar por perto, saber da vida dele, sentir que ainda a amava. Crueldade segurar sentimentos. O mistério abraçava o seu destino.
A resposta veio se enroscando pelo seu corpo, a necessidade da alma era maior do que a do sentimento. O espírito precisava encontrar lugar para assentar as suas forças. Ritual de passagem. Dona da minha cabeça vem chegando como carnaval, recomeça a paixão da minha vida, revela a potência do meu ser, ser humano, mulher de vinte e poucos anos. Ilumina a minha vida escura. Os meus olhos cegos.
Preciso escrever no meu caderno confessionário, está noite o meu interior vai ficar sentindo falta, faltando pedaços das respostas que não buscarei ter, não incomodarei as vidas com inquietações egoístas, nada de egoísmos depois de virar a esquina.
Aprendo que nem sempre terei respostas, que a justiça não é linear, que existe alguém que embora não esteja nas suas fotos, que o nome não é pronunciado, é nesse alguém que mais se pensa.
Quanto de mim fica nas outras pessoas? Quanto delas me constituem? Aonde eu começo, onde elas terminam? As vidas se afetam imensuravelmente.

Saudade daquela amizade
Ele não me daria as respostas para as angústias desse momento.
Ele só me abraçaria e me daria aquele olhar cúmplice e eu descansaria.
Isso me faria entender que, do que eu preciso mesmo é ficar em paz comigo mesma.

"A gente tem que parar de sofrer um dia..."

Sinto falta das palavras que ele diz, de quem ele é e de como a vida se trasnforma quando ele está.


Quero mudar, viver diferente de todas as vidas que já vivi.


***

Um comentário:

carol disse...

as coisas da vida e~stão fora do lugar...