Era uma vez um menino e uma menina.
Ambos procuravam alguém para salvar suas vidas da solidão lacerante em que viviam.Se encontraram ocasionalmente, conversaram sobre coisas simples sem saber que um seria único na vida do outro. Que um seria a salvação para o outro.
O tempo tratou de costurar suas vidas numa só, fazendo sangue de tipos diferentes correr na mesma veia.
Enfrentaram todas as dificuldades, se amavam mais no fim.
Faziam planos para sempre e caminhavam juntos para o que não conheciam.
Por que ela se perdeu no meio? Por que ele não viu? Ele estava sozinho na sua felicidade? Por que mesmo perto ela sentia tanto a falta dele, da palavra dele, do sentimento dele? Ele sempre seria o seu amor, mas algo dentro dela impedia de vê-lo como amante.
Queria ficar abraçada a ele pelo resto da vida. Mas para ele não era o bastante.
Queria tudo.
Ela estava, inteira, pela metade.
Ambos tiveram suas vidas marcadas pela separação.
Como viver agora? Como entender o agora? Dar e ter sentido em meio a confusão de sentimentos, situações e palavras?
Era um menino e uma menina.
Era só. Era mais. Eram. E não sabiam o que seriam agora.
Era só. Era mais. Eram. E não sabiam o que seriam agora.
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