Como alguém que pára no tempo,
ou sendo a única que para enquanto o tempo
teima em correr a corrida sem vencedores
ou primeiro lugar.
Vejo situações. A minha vida. As vidas todas
passando diante de mim,
das minhas crenças e pecados.
Este momento é meu, apenas do meu ser só e consciência.
As vezes você se priva de algum tempo de discurso
sobre o que pensa da vida e do que os outros venham
falar, desabafar, arrotar na sua cara, por pensar
que as idéias precisam ser amadurecidas, entendidas,
para serem externadas no peso certo.
Mário Quintana já disse que a gente adoece
é de nome feio recolhido.
Solto todos os nomes possíveis,
subversivos, pornográficos, agressivos,
vís e impronunciáveis perto da avó ou daquela tia velha.
É só raiva.
Aquela velha revolta do que não pode ser mudado.
A velha revolta que me constitui.
De gente? De hora? De ontem?
Eu sou de mim mesma,
indivisível naquela aspecto obscuro,
na terra que ninguém pisa ou olho vê.
"POr que ninguém pode entender
meu universo íntimo?"
Perguntou certa vez com ares de chateação,
decepção, era mais um desabafo da sua perdição.
Talvez se eu tivesse a resposta,
se não oferecesse aquele olhar que ele conhecia
bem, e que estava cansado de receber...
Talvez a história tivesse sido escrita a lápis.
E eu não estaria diante desta avenida, num dia
quente de inverno, controverso,
buscando uma explicação por tantos
anos de escravidão.
Ele sabia.
Tinha mais coragem do que eu.
Um comentário:
Olá!!!
Estava dando uma olhadinha nos comentários do meu blog e achei a sua solicitação.
O texto que você pretende utilizar, assim como os demais da página que você viu foram retirados da Nossa Gramática de Sacconi.
Agradeço pela visitinha, espero ver seus comentários mais vezes no meu blog.
Sua visita é muito especial.
Beijos!!!
Postar um comentário