quinta-feira, 24 de abril de 2008

Não quero escrever nada disso.
Quero a minha simplicidade de volta.
Quem eu nunca fui e em dias singulares era, conseguia ser.
O meu verdadeiro eu mesclado de minha diversas identidades quebradas.
Meu mundo onde eu ficava à vontade.
Onde sabia quem eu era e até onde era.
Nem que fosse só ilusão
fosse só florzinhas violetas na volta da escola,
na fome, na amizade diferente, nas questões que não tinham respostas.
Tudo está mudado. E hoje eu nunca sou. Sinto dores por não conseguir
paz para ser. Paz para ficar.
Desta vez não vou morrer, só virar a esquina, pegar o ônibus.
Apenas sumir do que eu não quero. Ir embora.
Como se o que me causasse insatisfação fosse um problema geográfico.
Depois de muito tempo, coloco a mão no bolso e encontro algo dentro.
Depois de tanto tempo...
HOje o dia foi meio ruim, um tantinho bom.
Meu cabelo estava horrível. Meu estômago ainda doía e minha roupa não anda dando para mim.
Mesmo assim, encontrei qualquer coisa que faltava.

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