segunda-feira, 10 de março de 2008


Lembrava-se dele em momentos de uma lucidez bifurcada.
Não saberia dizer do que sentia falta, do que fizera com que ele ficasse
tão nela, nas lembranças dela, nas músicas dela, nos textos que lia,
no entardecer costumeiro que via pela vidraça, em bobagens que a faziam
rir, porque saberia que ele também acharia graça.
Sua vida nunca mais foi a mesma.
Estivera triste, muito tempo triste, procurando um rumo.
Procurando sinceridade, um coração limpo.
Uma importância.
Tinha saudade, mas não sabia do quê.
Só parecia mesmo que ele tinha a resposta... ou talvez não houvesse ainda uma.






Apesar de tantas noites vazias
Tantas madrugadas vendo tv
Na verdade, dias intermináveis

Apesar de eu conhecer quem me rodeia
Tantos estranhos tão perto
Na verdade, longe do principal


Diga a ela que me viu na rua
Que eu caminhava muito devagar
Que eu olhava para todos para enxergar
Tanto espaço dentro de mim


Diga a ela, Nenhum de nós

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