quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Feliz ano velho...?

Passei para o lado de lá
Minha redenção.
Há tanto buscada!
Numa noite de engasgos
A vida pareceu mudar de rumo
A dor guardada dele
As lágrimas fáceis e doloridas dela
A ausência
A indiferença
Marcas que desenham o contorno do meu corpo
Cicatrizes da minha resistência
Feridas que não saram nunca
A nossa vida se desenhando toda na infância
Incógnitas suspensas
Os dias esperam suas respostas tortas
Eu vi um momento novo
Que de tão simples
doía macio o coração
Trouxe todas as culpas
O horror do pecado comigo
E causas incertas dançavam
sobre o meu cadáver diário
Depois de tanto tempo
Eu soube, devagar como o girar
da grande roda gigante do mundo
Que a solidão do quarto escuro da vida
Não vai continuar apertando no peito

A chave
A luz

A liberdade está longe de ser uma coisa só
de um jeito só
Fechada em dicionários conceituais

Devagar
Eu vou aprendendo
De novo
A andar
Por um caminho desconhecido
Com passos que nunca dei.

A vida é sempre por um triz
E eu não quero mais esquecer
E que sentimento é este de agora?
Oscila entre o devastação e um breve contentamento.
Eu só queria que os dias passassem logo...
Uma porta se abre. Outra se fecha.



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