sábado, 13 de outubro de 2007

Parece que eu consegui a minha tão almejada resistência...
Então, por que esse receio? Este medo do que ainda não se sabe nitidamente?
É precipitação? Antecipação da dor, que poderia não ser sentida?
Nada é claro neste momento.
Eu sei que eu vou sentir
Mas qual será o sentimento, isso eu não sei.
Quero ter coragem pra enfrentar, seja o que for
o que vier,
meu velho coração vai estar aberto, armado.
Com o seu exército de lógica e realidade.
Certos sentimentos e pensamentos tem a validade vencida,
o tempo deles passaram, mas ainda estão por aqui,
nas ruas da memória.
O tempo acabou.
Mas uma coisa nova surgiu, uma certeza alienígena, doce
assustadora...
Talvez eu tenha decifrado a velha esfinge do amor
o enigma de anos atrás...
Não tenho certeza se o prêmio realmente virá para mim
Acho que matei a charada
posso mudar de fase... ou o jogo acabou?
Na minha alma, as diversas verdades fazem cócegas em sua
natureza abstrata
Eu sonhei.
Esperei por coisas que não vieram.
Não sei o que pode acontecer.
Meu ser independente, agora depende do que não quer




"A prisão é sinistra, amarga e feia
Dum velório tem pouca diferença
Não conheço quem vá pedir licença
Pra entrar no portão duma cadeia
Só à noite, depois que a lua alteia
Aparecem sinais de claridade
Uma sombra distante oculta a grade
Limitando a visão do indeciso
Uma gota de pranto molha o riso
Quando o preso recebe a liberdade"



Tlank, Cordel Do FOgo Encantado

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