quarta-feira, 17 de outubro de 2007


No escuro eu sinto a tua mão apertar a minha
Eu sinto o teu coração bater no meu peito
Eu não sei mais se te sinto ou se me sinto
no misto de sentido neste momento tão pequeno,
que eu desejaria vorazmente eternizar para o 'todo dia',
o sempre, o fora do tempo das nossas vidas pequenas.
E o meu desejo sozinho me maltrata, aos poucos,
como a luz fraca do sol de manhãzinha...
São dois? Fundidos no melhor amor?
Num desejo ainda desconhecido, ainda sem nome,
só com a sua fome, enorme fome que me devora devagar.

Como externar aquilo que eu ainda não sei?
Volto a realidade
Leio Guimarães
Meu cavalo não fala inglês
Girassoes ainda não nasceram no meu jardim
Aonde coloquei aquela esperança?
Julho já passou...
Quando vai chegar a minha hora?
De acordar e viver?
A minha vida passa...
Os olhos fechados só sentem o vento de novidade soprar
E o coração se super dimensiona...

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