sexta-feira, 25 de junho de 2021

Pronto
Posso fazer todas as coisas no sossego do meu desespero
Rasgo as folhas Me rasgo em choro  Te rasgo em raiva de incompreensões
Quem pronunciou o teu nome?
Quem te colocou como sagrado para vires e perturbar o meu sono?
Como se tivesse profanado tua santidade desgraçadamente assombrada
Nada é externo?
Todas as pessoas e lugares foram e são criadas dentro da memória?
Minha memória julgadora 
Meu coração palpitante
minha respiração desritmada
Morrerei de mortes indefinitivas
Acontecimentos que machucam até os ossos
Deixo de ser gente para ser massa pulsante e fragmentada dentro de um espaço determinado
Se gritar adiantasse
Se sentir os sentimentos mais avassaladores rompesse as paredes de silêncio
de cimento armado, de esquecimentos pequenos escondidos dentro da sonho
Sorrateira consciência
Se xingar me livrasse dos pesares e pesadelos
Das línguas e das presenças malogradas
Na noite de lua cheia entrego meus demônios ao tempo
"Imperiosa Luz, dissipa-me"

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