"E eu vou embora antes que acabe de fato.
Das pessoas... Eu estou indo embora das pessoas."
(Bianca).
Quando se sabe que é a hora certa para se sair de uma situação? Quando se percebe que não existe mais o seu lugar ou algum lugar que lhe caiba? Confiança perdida é relacionamento abalado? Qual o limite da tolerância?
Sentiu-se cúmplice da menina de cabelos cacheados. Ela dizia que não era feliz ali. Tudo havia mudado. O lugar era outro, as pessoas eram outras. Ela se sentia só. Já não mais dialogava com o seu meio, metade silenciada, inteiro fora de órbita. Saudade. Procurava saídas... E agora que era final de ano, podia desejar, fingir que o ritual de passagem do ano pudesse mudar realmente a realidade sem que ela fosse chamada a reagir. Desejo caído do céu. Sem se esforçar para que algo acontecesse além do que esperava. Recorria a amizade distante, sempre próxima de seu sentimento, de suas sensações e do barulho do seu sorriso. Menina do vestido florido... antes ela tinha o riso fácil. Mas agora o olhar dela mudou e sempre tem uma nuvem passando, e eu vasculho seus bolsos como cosquinhas, procurando quem ela costumava ser.
Quando é que você percebe que o seu problema é o modo como se relaciona com as pessoas? É você ou são as pessoas? Ou os relacionamentos?
Ela pára para atravessar a rua, mordisca o lábio inferior, tira uma mecha de cabelo que voou para o rosto... e em seu olhar: oceano...
Ela não é sozinha.
Um comentário:
Engraçado, eu usava esta mesma foto, que tem no seu blog, na exibição do msn.
às vezes temos que ir embora, antes que tudo o mais se vá. Ainda que a gente se mova, não nos movemos de nós mesmos. E as coisas que cá estão, permanecerão.
Postar um comentário