domingo, 7 de novembro de 2010

Sou estrangeira em minha própria terra. Minha casa. Meu eu.
Esqueci de dizer a ela o quanto é importante, mas eu pensei que as minhas
atitudes pudessem resolver. Mas foram todas entendidas as avessas.
Por que ele também não me entendeu? Eu bati na porta várias vezes. Não consegui esquecer facilmente.
Agora tenho esse mundo engasgando na garganta, pedindo para ser vomitado rapidamente, sem demora.
Sem demora mude de rumo, de rua, de atitude.
Será que vai reparar? E daí? A diferença tem que ser feita na minha vida.
Primeiro na minha. Na minha primeiro. Eu antes. Eu tenho que existir para mim antes que os outros existam e tomem tanto espaço a ponto de eu não ter lugar em mim.
Não fujo. Saio. Preciso esquecer.

Saber quem eu sou agora. Os meus sonhos novos
Me percebi vazia das coisas que eu costumava gostar,  costumava querer
Sinto como se a vida passada, toda ela tivesse sido apagada
É preciso resignificar tudo aquilo que perdera o sentido.
Quero botar a mão no bolso, encontrar um tesouro.
Quero alguém que me dê uma resposta...

Nenhum comentário: