
É preciso ter coragem para se arriscar.
Rompi com a estrada enquanto caminhava.
Esse é o meu ponto caótico, ponto do recomeço, onde não reconheço o meu agora.
O que estava determinado se desfez.
Não fale daquilo que você não tem certeza. Não queira aquilo que não está disposto/a a aprender como se consegue.
Eu o vi num dia qualquer, quando meu sentimento, diminuído pelo irracional, me anulava das relações festivas.
Seu olhar abrasador e devorador me consumia, mesmo eu não sabendo o que acontecia.
Por que as nossas vidas se encontraram? Por que eu permitir que a sua intensidade modificasse o meu mundo de cores borradas e descontínuas?
Eu olhei bem nos seus olhos e fui consumida pelo pedido feito ao vento, transcendendo passado, presente e futuro, linhas imaginárias do tempo.
Me virou do avesso.
Talvez não seja só ele, mas o momento em que chegou, talvez seja também eu.
Tudo acontecendo na medida para as nossas necessidades.
Tudo se desfez. Reconstruiremos as nossas vidas juntas, juntos.
Eu disse que tinha medo, o medo velho que corroía até os ossos, todos os sonhos e que movia as minhas atitudes e pareceres.
E o que ele faz? Me faz rir como há muito tempo não fazia.
Caleidoscópio vivo. Rodando os significados do mundo diante dos meus olhos sedentos.
Me encanta em cada nota da tua música. Me ensina a suspirar por tardes inteiras.
Alimenta os meus sonhos ressequidos pelo desengano.
Desta vez eu terei coragem para me arriscar.
Desta vez, pulo do penhasco, mas não caiu no abismo.
Desta vez eu voarei.
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