sábado, 28 de novembro de 2009

Preciso dizer,
cansei das coisas poucas,
de dar intensidades e receber desertos.
Quero situações avassaladoras,
experiêcias emocionais e espirituais fortíssimas, quero absurdo!
Quero comoção, fascínio, noites e tardes de suspiros.
Quero verdade, beleza, chão para pisar e uma
constante para acreditar.
Quero o que me baste, saciar a sede.
Cansei de caminhar com fome.
Minha fragilidade chegou ao seu extremo.
E as minhas limitações ao seu limite.
Preciso questionar, ir de encontro. Eu quero mais.
Vou sair e não volto tão cedo.
Talvez volte, mas não para ficar.
Já estive presa por tempo demais,
secando em vasos de plástico,
solidão da escada.
Me olham mas não me enxergam,
não sabem quem eu sou, ou mensurar
suas vidas na minha vida.
A culpa é minha?
Talvez não se trate de culpa, só responsabilidade.
Ou apenas o não entender.
Você sabe quando olha para mim,
eu tenho o coração mole, por isso preciso sair depressa
que é para não mudar de idéia,
para não continuar pensando em você e esquecer de mim.
Assim, não funciona mais.
Embora eu sempre saia com o coração na mão,
é assim que escolho viver, de liberdade e reciprocidade.
Entendendo que na vida não há vazios, mas momentos de silêncio.
De repensar os sentidos, as saudades e os caminhos.
E então fazer barulho de novo.
Agora, eu quero a minha música.






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