quarta-feira, 8 de abril de 2009

Quando é que sabemos quando uma coisa termina?
Em que momento, na verdade, se percebe que alguma coisa
não é mais como era?
Que você já não é a mesma pessoa de um tempo atrás, que o seu amigo
sorri diferente para você, que um lugar que costumava te fazer sentir em casa
não passa de um lugar desconfortável hoje?
Difícil é encontrar algo que seja constante em meio a tantas outras mutáveis e mutantes.
Aquele abraço para onde sempre se quer voltar,
todas as coisas que nos fazem sentir protegidos/as, confortáveis.
Tudo bem simples e calmo. Complicado pelos nossos tropeços da fala e entre meios da realidade.
Em momentos extremos descobrimos muita coisa a nosso respeito.
Nos damos conta das coisas que já passaram do tempo,
daquelas que não determinam mais quem você é,
percebe que não precisava ceder a tantas pressões, impostas por você mesmo/a,
para ser aquilo que você nunca quis.
Me sinto cambaleando pela vida, vendo alguma coisa minha se partindo
em cada esquina da minha solidão cheia de gente.
Engasgo com as palavras que eram intimas da minha inteligência imaginada.
Ela está aqui, ao meu lado.
Eu sei de tudo, mas não consigo lhe dizer uma palavra.
E tudo que eu insinue pronunciar vai me parecer bobagem e desnecessário.
Então, vivo tropeçando na minha vontade de acertar.
Eu quero parar de me esforçar para ser o que deixei de ser,
e ter ao meu lado quem não se interessa tanto.
Uma porta, por favor.
Alguém abra uma porta.
Uma passagem. Uma saída. Uma chance.
Uma dádiva, uma coisa de graça...



Um comentário:

Alisson Nito disse...

olá,meu bem..
passei por aqui para deixar meu novo link.
agora sou.... www.alissonliricas.blogspot.com
(acho q agora eu me encontrei)
bju