
A vida... é sempre uma surpresa.
Boa ou ruim.
Quando você pensa que as coisas não podem piorar,
aí vem a condenação, o buraco no asfalto, o descontentamento com o espelho.
A topada diante de olhos atentos, a chuva sem guarda-chuva,
a solidão numa conversa.
O amor é... forte, assustador, modificador, difícil,
dilacerante, encantador!
Encantador porém profundamente... triste.
Nas suas diversas formas, posturas, resultados, experimentos,
finais e recomeços.
"Amor é primo da morte", irmão do sofrimento, amigo da saudade,
subversor de orgulhos e conceitos.
Eu bem podia esquecer, definitivamente, situações e atitudes
que me causam tonturas emocionais, me fazem perder o bom senso,
imaginar estupidez. Bem podia esquecer o meu nome, o lugar onde moro,
o emprego que preciso ter e o dinheiro para o pão na padaria e para casa que ainda não tenho.
Eu queria saber exatamente qual seria a escolha certa,
queria que não precisasse escolher e muito menos que tivesse a dualidade na escolha.
(...)
Corre pela ruas,
mostra a tua fraqueza,
a tua lágrima
tua dor desmedida
e a tua necessidade da outra existência
para que você exista em paz.
Pensa, horas sem fim,
como amar pode ser assustador,
arrebatador, um imenso não saber.
Exibindo sua fraqueza na força de não ter vergonha,
de não voltar atrás, de reconhecer o erro, o desnecessário.
Queria recomeçar. Só assim tudo poderia ser possível novamente.
Se existisse remédio para a mudança, o sossego, o desprendimento,
o esquecimento, a alegria.
Queria... mas sabia que teria que esperar.
O fazer é paciência, sonho e trabalho.
Refazer é tudo isso em dobro e a experiência.
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