É preciso ter perspectiva.
Ter motivo ou motivos para se acordar de manhã,
ou acordar na hora em que se acorda.
Ter porque acordar.
A vida é incerta, e quando se tem vinte e poucos anos,
não se pode mais viver e ter certos luxos dos tempos
infantis e de adolescente. O correr do tempo sem oportunidades
é como uma corda no pescoço, que aperta com as horas e o pensamento.
É difícil quando você vive boa parte da vida sonhando com independência,
e os dia passam e o sonho não quer deixar de ser só isso.
Pensamento fixo.
A porta de saída.
Pior do que entender tudo errado, é não entender nada ou não ter o que entender.
É preciso ter no que acreditar, ter uma coisa para se querer,
não desistir mesmo que demore e que desacreditem que é dona/o da sua história.
Ou que pode fazer a história da sua vida diferente.
Ela sempre ouvia: "Mas nem todo mundo pensa igual a você..."
Refletia sobre as possibilidades da solidão do pensamento, o ser de cada um, cada uma.
Dorme-se mal. Escreve-se pouco. Deseja-se muito. Enlouquece por não poder quase nada.
Pelo descontrole, a desorganização do caminho e do passo que dá.
A sua hora chegou.
E tudo agora só depende dela, da atitude dela, da falta ou do tudo que pode fazer.
Não consegue se lembrar de tudo que sempre quer dizer.
Pensou e esqueceu de escrever.
Quer ter a chave de casa. Da própria casa.
...É preciso ter perspectiva
(...)
Quando se cresce, é preciso que a vida cresça junto.
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